| Por
Daniela Moreira, repórter do IDG Now!
Publicada em 05 de abril de 2006 às 13h00
Atualizada em 11 de abril de 2006 às 11h32
São Paulo - Pesquisa da Maravedis revela
ainda que mercado de equipamentos para WiMax movimentará
US$ 300 milhões no Brasil no mesmo ano.
Uma pesquisa realizada pela Maravedis junto a
operadoras, fornecedores, órgãos
reguladores e provedores para traçar perspectivas
para a adoção da tecnologia de acesso
a banda larga sem fio WiMax no Brasil revela que
o País terá 768 mil assinantes do
serviço em 2010.
O estudo aponta ainda que o mercado de equipamentos
no Brasil - que em 2005 movimentou apenas 6 milhões
de dólares, principalmente em equipamentos
não-licenciados para a freqüência
de 5,8 GHz (que não requer licença
de operação) - movimentará
300 milhões de dólares no mesmo
ano.
Entre os estímulos necessários para
que a tecnologia decole, Eduardo Prado, co-autor
do estudo, cita a licitação de espectro
na freqüência de 3,5 GHz - voltada
ao chamado padrão WiMax nomádico
ou fixo - e a redução no preço
das CPEs (Customer Premises Equipments), equipamentos
necessários para a conexão às
redes.
"Hoje uma CPE custa em média 500 dólares.
Para ser comercialmente viável para o mercado
doméstico tem que ter um custo médio
de 100 dólares, o que só deve ocorrer
em 2009", projeta Prado.
Para o executivo, o WiMax deve deslanchar primeiramente
no mercado corporativo, onde estes custos podem
ser mais facilmente absorvidos.
A pesquisa prevê ainda que, em 2010, 70%
dos usuários de WiMax serão residenciais
e móveis. A tecnologia será usada
para suportar a conexão de dispositivos
móveis a banda larga, TV, voz sobre IP,
entre outras aplicações, de acordo
com Prado.
Cenário
O WiMax opera em três diferentes freqüências,
a de 3,5 GHz, que exige licitação
e suporta o padrão fixo; a de 2,5 GHz (também
licitada), que concentra principalmente os provedores
de MMDS (multichannel multipoint distribution
service) e suporta o padrão móvel;
e a de 5,8 GHz, também utilizada pelo padrão
fixo, porém não-licitada.
Hoje, já é possível utilizar
o WiMax na faixa de 5,8 GHz, com equipamentos
pré-WiMax (não homologados pelo
WiMax Fórum, mas autorizados pela Anatel),
mas o grande impulso comercial deve acontecer
com a licitação de banda na freqüência
de 3,5 GHz, que estava prevista para março
deste ano, mas não aconteceu.
"O mercado acredita que a licitação
deve ser feita até julho, mas tenho minhas
duvidas", diz Prado, atribuindo ao momento
político o possível adiamento do
processo.
A Embratel, a Brasil Telecom e a Neovia são
as únicas operadoras que já possuíam
espectro na faixa, adquirido em um licitação
em 2002, para PMP (ponto-multi-ponto), antes de
se definir que a freqüência seria usada
para o WiMax.
Para prover serviços baseados na tecnologia,
contudo, as operadoras poderiam utilizar os equipamentos
pré-WiMax, mas, segundo Prado, provavelmente
esperam que os equipamentos WiMax já homologados
pelo Fórum sejam agora autorizados pela
Anatel.
Segundo Prado, a Anatel deve iniciar os testes
em junho e homologar os equipamentos em cerca
de dois meses, o que significa que até
o final do ano podemos ter serviços comercialmente
disponíveis no País.
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