| Quinta-feira,
24 novembro de 2005 - 15:54
Luciana Coen
COMPUTERWORLD
- Reunimos vocês para falar sobre Sarbanes-Oxley.
Como este não é um tema específico
de TI, pediremos para cada um falar sobre o status
do projeto em sua empresa e o nível de
conhecimento sobre o assunto que a área
de TI deve ter, no seu caso, para levar um projeto
como este.
RENATO
BLANCO (VCP) - Vou falar um pouco da empresa.
O trabalho começou no fim de 2004, iniciamos
um diagnóstico com apoio da consultoria
Delloite. E em 2005, está na pauta da diretoria
este assunto. Fizemos recentemente uma reunião
em que passamos o status de todas as ações.
E, como você falou, o assunto não
é TI. Muitas vezes, a área de processos
afirma que o problema é da área
de TI. Mas Sarbanes não é só
TI. TI está na empresa para apoiar este
movimento dentro da organização.
Teremos
uma pré-auditoria este mês (novembro),
feita pela PricewaterhouseCoopers. Como a VCP
tem papéis no exterior, até o fim
de 2006 ela precisa emitir o certificado, ela
decidiu fazer uma pré-auditoria agora.
E depois, faremos um "self-assesment"
para, em julho de 2006, recebermos a auditoria
final.
Entre
todas as ações, foram identificados
cerca de 170 pontos de controle dentro do diagnóstico
já levantado. E o que mexeu muito na organização
é o nível de acesso das informações
no sistema. Até dentro dos itens que foram
divulgados pelas empresas que já passaram
pela certificação, são três
os itens de maior desafio: sistemas de informação,
integridade de sistemas (aquela questão
de planilhas eletrônicas que ficam sendo
manipuladas fora dos sistemas) e segregação
de função. Esta, ficou de responsabilidade
da TI. Estamos revendo todos os níveis
de acesso das pessoas.
CW
- Mas os três principais pontos que você
falou estão relacionados a TI, não?
BLANCO
- Sim, dos dez principais, os três primeiros
pontos críticos estão relacionados
diretamente a TI. Os demais estão ligados
a capacitação de profissionais,
nível gerencial não adequado a publicação
de informações, entre outros. Tem
até nível de segurança dos
executivos de finanças, que na hora em
publicam os dados devem estar devidamente informados,
não podem se comunicar com o mercado antes
de publicações de balanços.
Então, um grande movimento foi de segregar
as funções do SAP (sistema de ERP
utilizado pela VCP). Passamos de 1,5 mil perfis
de acesso para 460 perfis, de acordo com cada
cargo dentro da organização. Tudo
isto para garantir que quem compra não
libera, quem recebe não aprova e outros
pontos.
Para
tudo isso, é preciso ter envolvimento da
alta administração. O prazo para
terminar este trabalho será 31 de outubro.
E já começamos o processo de pré-auditoria
da PricewaterhouseCoopers. Já apresentamos
os 170 itens devidos. Agora, é preciso
ver se o auditor garante aquele controle. E aquilo
que é fraqueza material precisa estar classificado.
CW
- O que é fraqueza material?
BLANCO
- Você tem três tipos de classificação.
Tudo aquilo que é fraqueza material, depois
de auditado, o CFO precisa declarar que a empresa
não tem o controle do processo mencionado.
Ele é obrigado a declarar. Se for identificada
esta fraqueza material e não estiver declarada,
a multa é de cinco milhões de dólares
e prisão de até 20 anos.
CW
- Mas um executivo brasileiro é preso?
BLANCO
- Parece que esta lei só vale para território
americano. Mas isto tudo é importante pelo
valor da companhia. Já tiveram cerca de
três mil empresas com certificado já
emitido pela SEC. Destas, 14% declararam fraqueza
material. Dentro das fraquezas materiais, entre
as 10 citadas, três são de TI.
JORGE
PEREZ (GM) - De fato, a grande preocupação
por parte da empresas americanas é que,
qualquer desvio ou sonegação de
informação nesta certificação,
a sansão legal é aplicada em cima
do CFO e CEO lá nos Estados Unidos. Mesmo
se acontecer alguma coisa em uma subsidiária.
LUCIO
ANTONIO NUBILE (Cummins) - A abrangência
da lei é em território americano.
A princípio ela se estende dentro de território
americano. Se a empresa transcende este território,
a matriz juridicamente constituída responde
pelas ações dos escritórios
pelo mundo.
BLANCO
- No nosso caso, a matriz é no Brasil.
Mas nós temos um general manager, norte-americano.
Mas não sei se ele tem qualquer impacto
sobre esta penalidade, pelo fato de a matriz estar
no Brasil.
JOAQUIM
DIAS GARCIA NETO (Pão de Açúcar)
- Mas não é só o executivo
ser preso. Existe um risco do negócio.
Não se pode correr o risco de não
poder ter ADRs lá fora.
MARCOS
CALDAS (Sadia) - Mas há uma coisa fundamental,
que diz respeito ao gerenciamento de uma companhia.
Então, há questões como formação
deste conselho, autonomia do conselho. Um CEO
pode tomar uma decisão de negócio
que leva a empresa a perder muito mais dinheiro
do que um ponto de fraqueza, por exemplo. Então,
é engraçado como o foco fica em
questões de fraqueza e decisões
de governança, ética, estão
sendo deixadas de lado.
Na
Alcoa (Marcos Caldas foi CIO da Alcoa no Brasil
por mais de 10 anos e deixou a companhia recentemente.
Agora, responde pela área de TI da Sadia),
por ser empresa norte-americana, nós já
fizemos a certificação. Agora, na
Sadia, a empresa não se preocupou somente
com a questão transacional. Querem mostrar
que não é porque os controles estão
dentro do auditado, que não haverão
mais problemas. Se você tem um swap de moedas
que pode impactar o resultado, o acionista precisa
saber. Como quantificar riscos? Como avaliar impactos
no meio ambiente.
Atualmente,
o auditor virou um juiz. Agora ele tem uma percepção
das coisas que não é estatística.
O auditor ficou com um poder, e eu diria um medo,
porque ele chega em um nível de detalhamento
muito grande. Mas acho que para nós, de
TI, é um momento muito importante. Devíamos
aproveitar este momento para fazer governança
de TI. Muitas das coisas que estão em SOX,
tem a ver com o que sempre falamos: tirar a responsabilidade
de várias coisas de TI, mexer nos sistemas
de forma emergencial, sem respeitar os processos.
CW
- Como está o processo na Sadia?
CALDAS
- A Deloitte foi contratada para determinar pontos
de fraqueza. E vamos arrumar a casa para pegarmos
a certificação. A mudança
é muito grande. A questão de validade
de senha, perfil de usuário, entre outros
pontos. Agora, se tivermos uma pane no sistema
à noite, há um processo para registrar,
o dono da aplicação tem de ser notificado.
Validamos quem entrou e quem saiu de cada sistema,
e com que perfil. E isto não pode ficar
com a área de TI. Isto é importante.
Para
nós, de TI, acabamos ficando com 5 a 10%
de trabalho-extra que vamos ter de incorporar.
E se você entregar algo do qual não
tem certeza, terá trabalho dobrado.
Se
pegar um data center. Fazíamos auditoria
a cada dois anos. Agora, teremos de fazer anualmente.
E neste momento, você vai ter de pegar 20%
do teu pessoal para atender a auditoria e SOX.
Não tem outro jeito. A demanda será
enorme.
Terceirização também torna-se
um assunto bastante preocupante. Até brincamos
que BPO (sigla para Business Process Outsourcing)
não pode ser Business "Problem"
Outsourcing...
GARCIA
NETO - Os conceitos são basicamente os
mesmos. Temos uma responsabilidade muito grande
porque a maioria dos pontos identificados são
de responsabilidade de TI. Dos cerca de 200 itens,
170 estão relacionados a TI. Então
entramos muito mais como parceiros e a auditoria
é a área líder neste processo.
Nós partimos de uma vantagem grande, que
é ter conhecimento de todos os processos
da empresa.
Mas
como o nosso prazo é curto, muitas vezes
tem sido mais fácil alterar processos,
do que alterar sistemas. No momento da auditoria,
queremos que o processo seja auditado, não
o sistema. Nós não temos ERP, e
sim um sistema desenvolvido internamente. E isto
aumenta ainda mais os pontos de controle. A PricewaterhouseCoopers
é nossa consultoria, em dois focos: um
de nos ajudar e diagnosticar os pontos e outro
foco de documentar o que nós estamos fazendo.
Nossos
prazos são audaciosos: dezembro.
CW
- Seria o caso de considerar a implementação
de um ERP por causa disso?
GARCIA
NETO - Sim, mas o que ocorre é que não
temos prazo. Mas só para deixar claro:
o legado não é um problema.
CW
- Vocês têm de ter mais controle por
não terem um ERP padrão?
GARCIA
NETO - Sim, porque você tem a questão
da integração entre sistemas. É
preciso alterar essas integrações
e passar a encriptar arquivos. Então, o
problema que se tem com planilha - e todos nós
temos, é um ponto crítico em qualquer
área de TI - temos também dentro
de alguns sistemas. Porque não o ERP neste
momento? Por causa de prazo. Teremos auditorias
que começarão a ocorrer a partir
de 1 de janeiro.
CALDAS
- Mas este é um ponto interessante que
é: o fato de você ter um ERP te dá
alguma facilidade ou certificação
do SOX? Não. Eles poderiam até pensar
nisso, ter algum tipo de blindagem em desenvolvimento,
no sentido de nos ajudar em alguma coisa. O que
eles oferecem é um produto de rastreabilidade.
GARCIA
NETO - Eles oferecem um módulo de pontos
de controle, gerenciamento de riscos. E o prazo
realmente é inviável para nós.
NUBILE
- SOX para mim veio como um presente de Natal.
Nunca tive tanta facilidade para implementar alguma
coisa, do que com a SOX. Com isso, tivemos a oportunidade
de fazer diversas implementações
de controles adicionais que, muitos deles até
tinham sido levantados como necessários
há muito tempo. Agora, todos os controles
foram feitos. A Cummins foi certificada o ano
passado. A empresa montou uma equipe mundial e
começou um trabalho muito forte do ponto
de vista mundial. Tecnologia não é
responsável diretamente pelo projeto, mas
sim uma área cujo trabalho é essencialmente
tornar o processo confiável, do ponto de
vista do mercado e do acionista. A equipe desenvolve
dois grandes passos de verificação.
Existe uma modelagem de controles, um processo
comum de identificação de possíveis
falhas e problemas e o que temos de fazer para
resolver estas situações. Nosso
auditor era a Price também. Existe uma
equipe que vem fazer uma pré-avaliação,
que identifica, numa amostra pequena, como está
a performance de determinado controle. E esta
equipe perfaz o mesmo caminho que aquele auditor
fez, com uma pré-avaliação
um pouco mais completa.
Esta
equipe sinaliza as falhas e chamamos a equipe
para corrigi-las e fazer a certificação.
Muita gente atribuía à tecnologia
determinadas deficiências. E o que acabamos
percebendo é que as pessoas do ciclo de
negócios estão preocupadas em fazer
com que os processos aconteçam exatamente
da forma como estão descritos.
Os
controles precisam ser feitos, manual ou via ERP.
A gente confia nos fornecedores de ERP, que dizem
que temos uma segurança transacional intrínseca
transacional. Ninguém até hoje conseguiu
provar isso por A + B, mas a gente acredita neles
e gasta milhões de dólares em seus
sistemas.
Os
ciclos de negócio perceberam que eles são
responsáveis pelo processo. São
eles que precisam se certificar de que aquilo
é um processo confortável, caso
precisem justificar.
Eu
percebi muito fortemente as pessoas vindo na minha
sala e identificando vulnerabilidades, pedindo
nossa ajuda. E isto é muito bom.
E
estamos agora em uma segunda fase. SarbOx é
um novo modo de vida. Eu criei uma estrutura só
de suporte a isso - na Argentina tenho duas pessoas,
nos distribuidores tenho mais duas pessoas e duas
pessoas aqui na fábrica. Eu sempre batalhei
para as informações ficarem na companhia,
para as idéias serem documentadas. E eu
consegui muito disto, com SarbOx.
No
início, é difícil fazer as
pessoas seguirem os processos, preencherem os
campos. E, hoje, as pessoas são mais responsáveis
pelo que fazem.
CALDAS
- Ser ético deveria ser uma coisa natural.
Hoje, é um problema de legalidade. Acho
que vamos ver que, mais para a frente, as falências
vão continuar acontecendo. Agora, acho
absurdo o dinheiro que se gasta em vista de ser
adequado a SOX. Isto deveria ser uma coisa natural.
BLANCO
- Muitas vezes, você está direcionado
para um controle, e uma decisão estratégica
é que foi o problema. Então, mais
empresas vão falir por má administração
mesmo.
GARCIA
NETO - Acho que é um presente de Natal
sim. Mas tem muita coisa ruim que usuários
aproveitam e dizem que seus problemas são
para SOX. Então, precisamos tomar cuidado
com isso. Muitas áreas aproveitam para
empacotar outras questões junto com SOX.
E precisamos também frear este movimento.
É inevitável a criação
de uma área de segurança que esteja
dentro da área de tecnologia da informação.
PEREZ
- Sou o CSO da GM. As regiões na companhia
não são exatamente divididas como
de costume, mas sou o executivo de segurança
para uma região específica da GM.
Agora, eu acho sim que Sarbanes-Oxley foi um presente
de Natal. Porque ela dá o foco certo para
a área de segurança, que tem também
como função estar adequada a leis.
Qualquer esforço que se faz para gerar
um produto e colocar no mercado será, cedo
ou tarde, documentado. Temos de ter certeza disso.
Digo isso simplesmente pelo fato de que a lei
volta a colocar o processo de negócio na
mão do dono de negócio. Estamos
nisso desde 2003, emitimos certificações.
E acabamos desenvolvendo um processo a fim de
desenvolver uma forma unificada de controles.
O ponto é o seguinte: no começo
do ano, a gente começa a fazer aquilo que
chamamos de "pre-assessment". E a auditoria
vem a diz que você está de acordo
com o que o mercado considera. Mas as auditorias
não estão mais auditando verdadeiramente.
De
ano para ano, existem ações legais
mandatórias, que precisam ser aplicadas
no sistema. E esta ações acabam
se sobrepondo a processos. E isto acaba abrindo
lacunas que, quando auditadas, serão vistas.
Temos um prazo para fazer nossa remediação,
antes que a Deloitte venha auditar tudo o que
achamos necessário.
Controle
de acesso, por exemplo, será sempre um
problema. E sabe porquê? Porque a classificação
é muito genérica. A SarbOx tem tido
um impacto bastante positivo na empresa.
Temos
uma questão cultural. Em cinco anos, teremos
uma cultura voltada para SarbOx - se não
aparecer alguma coisa pior, do ponto de vista
dos controles.
CALDAS
- Esta mudança cultural é muito
forte. Mais do que a gente imagina.
PEREZ
- É impressionante o mercado que se criou.
E o objetivo não é tanto se o CFO
vá em cana. O que acontece agora, temos
mudanças. Mas agora, vou fazer uma terceirização:
a empresa com quem vou terceirizar tem certificado
emitido? Não? Que pena, não posso
terceirizar com ela. Para mim, a tomada de crédito
é o mais importante de estar adequado.
Hoje, as auditorias chegam a estar com falta de
gente.
CALDAS
- Lembram do analista de OeM (Organização
e Métodos)? Pois é, nada se cria.
Agora estamos precisando de pessoas com este perfil
em TI.
PEREZ
- O ano passado toda área de TI da GM teve
de se certifica em ITIL. Isto porque não
havia uma linguagem comum e precisávamos
disso. No fim das contas, o "Grande Irmão"
não será um computador com uma camerazinha.
Será um processo que todos seguem de forma
idêntica.
REINALDO
LORENZATO (Sonopress) - Bom, nós lá
já recebemos os duendes e estamos esperando
o Papai Noel! Somos uma empresa alemã e
há dois anos sabemos que, até o
fim de 2006, tendo ADRs no mercado americano ou
não, vamos ter uma pressão para
implementar. A idéia, então, é
nos anteciparmos à provável demanda
que teremos no ano que vem. O que temos lá
é uma pequena SarbOx, o IAS (sigla para
International Accounting Standard), que é
muito parecido em vários termos com a SarbOx,
mas é muito antigo e utilizado por empresas
européias. Uma vez por ano recebemos uma
auditoria. Quem nos audita no Brasil é
a Ernst & Young. Esta auditoria avalia o balanço
e as contas. E depois uma vez a cada três
anos recebemos uma auditoria externa, que faz
uma avaliação geral. Concordo com
todos aqui, que é realmente um presente
de Natal, porque isto desonera a área de
TI de muitas coisas que são colocadas em
nossa área. E percebemos que isso incrementa
a colaboração. Alguns usuários
querem criar esta barreira.
CW
- Gostaria de saber qual é o impacto de
investir em SarbOx? Quem está em multinacional
tem ajuda da matriz?
CALDAS
- Mesmo que tenha dinheiro enviado para o primeiro
processo, você tem um limite de investimento
anual. E alguma coisa será com certeza
sacrificada pelo investimento em adequação.
GARCIA
NETO - E todo mundo aqui está tendo de
gastar dentro do ciclo de orçamento. Não
houve muito tempo para planejar.
NUBILE
- No fundo, hoje aparece uma linha em nosso sistema
de budget que te autoriza a colocar fundos para
atividades de Sarbanes-Oxley. Acontece que o teu
alvo continua sendo o mesmo. Então, na
prática, colocamos um montante naquilo,
mas temos de retirar de outro lugar. Tivemos uma
alocação orçamentária
específica em 2003 e em 2004. Mas agora,
em 2006, que a coisa já é nossa,
tive de considerar a atividade da lei. Porém,
aquilo não me deu o direito de extrapolar
o meu orçamento. Concluindo: para o lançamento
do programa temos uma ajuda da corporação.
Mas agora tenho de manter as áreas de SarbOx.
CALDAS
- Acontece que não é só dinheiro,
mas também tempo. Por isso que digo que
é restritivo. Ele ocupa tempo das pessoas
que trabalham da empresa. Já disse que,
de 5 a 10% do tempo dele, de agora em diante,
ficará alocado em SOX.
PEREZ
- Normalmente nas multinacionais, temos o custo
do recurso humano. E teremos também o custo
de consertar os problemas, que não devíamos
ter cometido. Não considero este custo
injusto para a área de TI.
GARCIA
NETO - Então, no primeiro momento, você
gasta mais. E depois haverá um custo recorrente,
que será incorporado à área
de TI. Hoje, empresas estão colocando na
balança o custo de aderir e manter-se na
bolsa. É preciso colocar na ponta do lápis.
Acho que para nós vale a pena porque o
custo de empréstimo aqui no Brasil está
muito alto.
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